Com a Panther Lake, o convertível topo de gama da Lenovo ficou mais fino, mais rápido e com mais autonomia, mas perdeu força gráfica pelo caminho. O ecrã, o som e a caneta continuam a ser a referência nos 2-em-1 de 14 polegadas.
Tudo se decide depois dos 180 graus
Um convertível julga-se pelo que acontece quando o ecrã passa dos 180 graus. Até aí, é um portátil com ecrã tátil, e isso há muitos. A partir daí, tem de ser leve o suficiente para o segurares numa mão, equilibrado o suficiente para desenhares com a outra e silencioso o suficiente para te esqueceres dele. A maioria dos 2-em-1 chumba pelo menos num destes testes. O Yoga 9i passa em todos há várias gerações, e o Gen 11 é a melhor versão até hoje.
A Lenovo teve a amabilidade de me ceder o Yoga 9i 2-in-1 Aura Edition (Gen 11) para esta análise. Trata-se da referência 83SE000YPG, identificada na caixa como Yoga 9 2-in-1 14IPH11, com Intel Core Ultra 7 355, 32 GB de LPDDR5X, SSD de 2 TB e ecrã tátil OLED 2.8K, em Cosmic Blue, a única cor disponível nesta geração.
Quase tudo o que mudou está escondido. A plataforma Panther Lake da Intel, vendida como Core Ultra Series 3, substitui o chip Lunar Lake do ano passado. A Lenovo gastou os ganhos de eficiência num chassis mais fino e numa bateria mais pequena e, pelo meio, abdicou de algum desempenho gráfico. Depois de passar por ele todo o trabalho, desenho e entretenimento que um portátil destes pode receber, o negócio parece-me bom. A parte gráfica é a única em que discordo da Lenovo, e fica com uma secção só para ela.
Especificações técnicas
| Componente | Yoga 9i 2-in-1 Aura Edition (Gen 11), 83SE000YPG |
|---|---|
| Processador | Intel Core Ultra 7 355, 8 núcleos (4 P-cores, 4 LP E-cores), 8 threads, até 4,7 GHz, 12 MB de cache |
| NPU | Até 49 TOPS |
| Gráfica | Intel Graphics integrada, 4 núcleos Xe3 |
| Memória | 32 GB LPDDR5X-7467, dual-channel, soldada |
| Armazenamento | SSD M.2 2242 PCIe 4.0 de 2 TB, ranhura única |
| Ecrã | OLED tátil de 14″, 2880 x 1800, 16:10, 120 Hz VRR, vidro, VESA DisplayHDR True Black 1000, 100% DCI-P3 |
| Câmara | 5 MP RGB com sensor IV, obturador físico de privacidade |
| Áudio | Quatro altifalantes (2 tweeters de 2 W, 2 woofers de 2 W) na barra de som rotativa, Dolby Atmos; quatro microfones |
| Portas | 2 x Thunderbolt 4 (USB4 40 Gbps, USB PD de 45 a 65 W, DisplayPort 2.1), 1 x USB-A 10 Gbps (Always On), 1 x HDMI 2.1, entrada combinada de 3,5 mm |
| Sem fios | Wi-Fi 7 (802.11be, 2×2), Bluetooth |
| Bateria | 70 Wh, 4 células (L25M4PH1, 15,48 V), Rapid Charge Express |
| Caneta | Lenovo Yoga Pen Gen 2 (AES 3.0) com estojo magnético |
| Dimensões | 317,2 x 222,6 x 15,29 mm |
| Peso | 1,29 kg |
| Sistema operativo | Windows 11 Home |

Design e construção
Dito de forma simples, o Gen 11 é o Gen 10 depois de uma dieta. Tem 15,29 mm de espessura e pesa 1,29 kg, contra os 15,9 mm e 1,32 kg do ano passado, embora tenha ganho uma fração em largura e profundidade, para 317 x 223 mm. Trinta gramas parecem pouco. Num aparelho que seguras como uma prancheta durante uma hora de apontamentos, não são.
O corpo é de alumínio anodizado e jateado em cima e em baixo, e metade do alumínio da tampa inferior é reciclado. As laterais são polidas até ao brilho de uma joia, um toque que a Lenovo mantém há várias gerações, e as arestas foram arredondadas naquilo a que a marca chama Comfort Edge. Nas fotografias passa despercebido. Nas mãos, com o ecrã dobrado para trás, percebe-se logo, porque nada te crava na palma. O chassis passou os testes MIL-STD-810H e nota-se: a base não range, e a tampa não cede quando a abres com uma mão, pelo pequeno ressalto do rebordo superior.
A dobradiça merece elogio. É firme o suficiente para o ecrã não abanar quando lhe tocas em modo portátil, o defeito mais comum nos convertíveis de gama inferior, e suave o suficiente para rodar entre os modos portátil, tenda, suporte e tablet sem luta.
O Cosmic Blue é o único ponto em que hesito. A cor é lindíssima, quase preta à luz de um candeeiro e francamente azul junto a uma janela, mas o tratamento antidedadas só resolve metade do problema. Os apoios de pulso acumulam gordura e as laterais brilhantes denunciam cada toque. Leva um pano de microfibra na mochila.

Canvas Mode e a Yoga Pen Gen 2
A caneta é a razão para escolheres este portátil em vez de um convencional com ecrã tátil, e este ano a Lenovo deu-lhe finalmente uma casa a sério. A Yoga Pen Gen 2 vem num estojo magnético que se prende às costas da tampa. Esse estojo tem uma segunda função, no chamado Canvas Mode: dobra o portátil em modo tablet, pousa-o na secretária com o estojo encaixado e o ecrã fica ligeiramente inclinado na tua direção, como um estirador.
É uma ideia modesta com uma premissa honesta. Desenhar num tablet completamente deitado é desconfortável, e qualquer fabricante de 2-em-1 o sabe. A Lenovo resolveu-o com um acessório que já vem na caixa, em vez de aparafusar um suporte ao chassis, o que mantém o portátil fino e a solução de borla.
A caneta usa o protocolo AES 3.0, reconhece inclinação, rejeita a palma da mão, tem botões programáveis e uma distância de deteção maior, de modo que o cursor aparece antes de a ponta tocar no vidro. Neste painel, a latência é baixa o bastante para que escrever à mão no OneNote pareça tinta a sério, e sombrear com a lateral da ponta funciona como deve nas aplicações de desenho.

Configuração e a primeira hora
Na caixa vêm o portátil, a caneta e o estojo. O carregador é outra conversa: as regras europeias do carregador comum permitem vender portáteis sem transformador, e há pacotes europeus deste modelo que chegam sem ele. Confirma antes de abrir, mas não te preocupes demasiado. As duas portas Thunderbolt 4 aceitam USB Power Delivery entre 45 e 65 W, por isso qualquer carregador USB-C decente nessa gama resolve, incluindo o que provavelmente já tens em casa.
A configuração do Windows 11 Home é o desfile habitual de contas e ecrãs de privacidade. Começa pelo Windows Hello. A câmara IV reconhece a cara depressa e sem falhas, e em modo tablet é a única forma prática de iniciar sessão.
Depois, abre o Lenovo Vantage e escolhe um perfil de cor. O painel sai de fábrica na sua gama nativa, muito larga, o que deixa as imagens da web e os tons de pele carregados demais. O Vantage tem modos sRGB e Display P3 calibrados de fábrica, e mudar demora segundos.
Por fim, faz limpeza. O portátil chega com versões experimentais do McAfee+ Premium e do Microsoft 365, ao lado do Lenovo Now e do Dolby Access. Mantém o Dolby Access, que controla a afinação dos altifalantes e o Dolby Vision. O resto é software de demonstração, e um topo de gama não o devia trazer.

Teclado e touchpad
A melhor mudança do Gen 11 é a primeira que se vê. A Lenovo retirou a coluna de teclas de atalho que ocupava a margem direita do teclado nos Yoga mais recentes e voltou a uma disposição convencional. Aquelas teclas empurravam o Enter, a tecla de apagar e o Shift direito para fora do sítio e nunca compensaram o incómodo. Sem elas, escreves às cegas desde a primeira frase.
O curso é curto, como tem de ser em 15 mm, mas as teclas são firmes e bem espaçadas, e a retroiluminação é uniforme. O ponto fraco está nas setas: a esquerda e a direita têm tamanho completo, a de cima e a de baixo ficam a meia altura. Quem vive em folhas de cálculo vai sentir. O botão de ligar está na lateral direita, ao alcance em qualquer modo.
O touchpad de vidro mede 80 x 135 mm e usa os controladores Precision do Windows. É grande, preciso e fiável com gestos, e a rejeição da palma da mão mantém os toques acidentais longe do que estás a escrever.

O ecrã OLED 2.8K
O ecrã continua a ser o argumento mais forte do Yoga 9i. O painel OLED de 14 polegadas trabalha a 2880 x 1800 em 16:10, cerca de 242 píxeis por polegada, o que faz o texto parecer impresso à distância normal de leitura. A taxa de atualização varia até 120 Hz, o que mantém fluidos o deslizar das páginas e os traços da caneta e deixa o painel abrandar quando a imagem está parada.
E é luminoso a sério para um OLED: cerca de 500 nits em SDR e pouco mais de 1000 nits em realces HDR pequenos, com cerca de 655 nits num ecrã inteiramente branco. Cobre 100% do sRGB e 100% do DCI-P3, e a calibração de fábrica da X-Rite faz diferença: o perfil sRGB tem um Delta E médio de 1,2 e o P3 fica nos 1,9, precisão suficiente para fotografia e trabalho web sem colorímetro. Filmes em HDR com Dolby Vision, nas aplicações que o suportam, ficam aqui melhor do que em quase qualquer outro portátil deste tamanho.
O senão é o vidro. É um painel muito refletor e, junto a uma janela ou debaixo de uma luz de teto forte, vira espelho; o brilho luta contra isso, mas não ganha por completo. A regulação do brilho envolve alguma pulsação de luz, com uma amplitude baixa que poucos vão notar. Como em qualquer OLED, põe a barra de tarefas em ocultação automática se o portátil vai mostrar o mesmo ambiente de trabalho ao longo de vários anos.

Som e câmara
A barra de som rotativa é o pormenor que define o Yoga 9i há anos, e continua sem rival à altura. Dois tweeters de 2 W vivem no cilindro da dobradiça e dois woofers de 2 W ficam por baixo da base. Como a barra roda com o ecrã, o som aponta para ti em todos os modos, incluindo tenda e tablet, onde a maioria dos portáteis dispara contra a mesa. As vozes saem nítidas, o estéreo é largo para 14 polegadas e há volume para encher um quarto de hotel sem distorção. Os graves estão lá, mas são rasos, como a física obriga nesta espessura.
A câmara de 5 MP dá uma imagem nítida e bem exposta nas chamadas, os quatro microfones tratam bem a voz e um obturador físico tapa a lente. Os interruptores por software servem. Um pedaço de plástico serve melhor.
Software
A NPU chega aos 49 TOPS, acima da fasquia de 40 TOPS da Microsoft, por isso este é um Copilot+ PC com todas as funcionalidades de IA do Windows: o Recall, as legendas em direto com tradução, o Cocreator no Paint e as ferramentas de imagem da aplicação Fotografias. As legendas em direto justificam-se em chamadas noutras línguas. O resto é opcional.
O Lenovo Vantage trata do que interessa: modos de energia, perfis de cor, limites de carga da bateria e atualizações de firmware. Está carregado e insiste em registos, mas depois de escolheres o perfil de cor e o limite de carga há poucas razões para lá voltares, e esse é o maior elogio que se pode fazer a software utilitário de portáteis.

Desempenho: Panther Lake em 15 mm
No papel, o Core Ultra 7 355 parece modesto: oito núcleos e oito threads, divididos entre quatro núcleos de desempenho Cougar Cove que sobem até 4,7 GHz e quatro núcleos de eficiência Darkmont de baixo consumo. Na prática, é o chip mais rápido que este chassis já teve.
Faz cerca de 2700 pontos no Geekbench 6 em single-core, cerca de 11 600 em multi-core e à volta de 620 no Cinebench 2024 multi-core. Os portáteis Lunar Lake com o Core Ultra 7 258V ficam entre os 535 e os 575 pontos no mesmo teste. O fraco desempenho em multitarefa, o defeito mais claro do Gen 10, está resolvido.
Mais importante é o comportamento nos picos curtos que compõem o trabalho real. Quando uma aplicação abre ou um lote de fotografias é exportado, os P-cores mantêm-se perto dos 3,95 GHz com cerca de 29 W, ao nível do mesmo chip num portátil gaming de 15 polegadas muito maior. O Yoga responde de imediato, algo raro em convertíveis finos. Com uma carga que não abranda, a frequência estabiliza perto dos 3,56 GHz a 28 W, que é onde um corpo de 15 mm tem de ficar. Entre trabalho de escritório, dezenas de separadores abertos, edição no Lightroom e vídeo 4K, nunca lhe faltou fôlego.
Todas as configurações do Gen 11 trazem 32 GB de LPDDR5X-7467, e é a decisão certa num portátil que não podes atualizar mais tarde. O SSD está numa ligação PCIe 4.0 x4, por isso o armazenamento nunca é o gargalo.

Gráfica: onde o Gen 11 anda para trás
Este é o defeito que conta. O Core Ultra 7 355 traz a gráfica Panther Lake mais pequena da Intel, com quatro núcleos Xe3, e é mais lenta do que a Arc 140V do Gen 10 que substitui. No teste gráfico DirectX 12 de referência do 3DMark, este portátil faz cerca de 3000 pontos; os portáteis com Arc 140V fazem cerca de 4000. São cerca de 25% a menos de desempenho gráfico, e isso nota-se nos jogos, nos efeitos de vídeo acelerados por GPU e em alguns filtros criativos.
A Lenovo não oferece o Core Ultra X7 com a gráfica Arc B390, muito maior, neste chassis. Percebo as razões, temperatura e autonomia, e ambas saíram bem. Mas num topo de gama apontado a criadores, abdicar de um quarto da gráfica é a troca errada, e é a principal razão para este portátil não chegar ao 9.
Para jogos casuais, chega. O Counter-Strike 2 faz uma média de 52 fps a 1200p em Médio, jogável mas longe do que o ecrã de 120 Hz consegue mostrar, e o Shadow of the Tomb Raider fica pelos 41 fps a 1800p nativos no perfil mais baixo. Os lançamentos AAA atuais pedem cortes que desperdiçam um ecrã tão bom. Se jogas mais do que de vez em quando, procura noutro lado.
Temperaturas e ruído
Duas ventoinhas arrefecem o chip, o que é generoso para um convertível tão fino. Em repouso e em trabalho leve (navegar, escrever, chamadas, vídeo), o Yoga 9i fica em silêncio.
Com o processador em carga máxima, o chip trabalha entre os 83 e os 84 °C, valores normais para um processador moderno num chassis fino. Cargas longas e pesadas fazem as ventoinhas ouvir-se, mas sem incomodar. As prioridades deste portátil são claras: quando uma tarefa não acaba, abdica de frequência antes de abdicar de conforto. Para um aparelho que passa tanto tempo nas tuas mãos como em cima da mesa, é a ordem certa.
Conectividade e atualizações
A traseira pertence inteira à dobradiça, por isso as portas estão nas laterais. À esquerda ficam o HDMI 2.1, uma porta Thunderbolt 4 e a entrada combinada de 3,5 mm. À direita estão a segunda Thunderbolt 4, uma USB-A de 10 Gbps que continua a alimentar acessórios com o portátil em suspensão, e o botão de ligar. Podes carregar por qualquer um dos lados, um pequeno luxo numa secretária apertada, e as duas Thunderbolt levam 40 Gbps e DisplayPort 2.1 para ligar uma dock com um único cabo.
Não há leitor de cartões. O Yoga 7 2-in-1, um degrau abaixo, mantém uma ranhura microSD, o que torna esta ausência mais difícil de perdoar para quem fotografa. A ligação sem fios é Wi-Fi 7 com antenas 2×2.
A capacidade de atualização é limitada, e isso deve pesar na configuração que escolhes. A memória é soldada. Há uma única ranhura M.2, no formato curto 2242, por isso mais armazenamento significa trocar a unidade, e não acrescentar outra. Para abrir o portátil tens de tirar sete parafusos, três deles escondidos debaixo do pé de borracha traseiro, que está colado e preso com patilhas. A bateria, o SSD, as ventoinhas e a placa de Wi-Fi podem ser substituídos lá dentro.
Autonomia
A Lenovo reduziu a bateria de 75 Wh para 70 Wh este ano, e a eficiência da Panther Lake mais do que compensou. A 180 nits em SDR, com a poupança de bateria ligada, o Yoga 9i aguenta 15 horas e 39 minutos de vídeo offline, um resultado excelente num portátil que alimenta um OLED de alta resolução. A Lenovo anuncia até 17 horas no MobileMark 30 a 250 nits e até 24,5 horas de vídeo 1080p local.
No tipo de dia para que foi feito (um browser cheio de separadores, videochamadas, documentos, a caneta a tomar notas), é um portátil que se carrega à noite. Em dias longe da secretária, o carregador pode ficar em casa.
O Rapid Charge Express promete três horas de utilização com 15 minutos ligado à corrente. A Lenovo garante também que a bateria mantém pelo menos 80% da capacidade ao fim de mil ciclos, e com o limite de carga do Vantage ativo, é um bom sinal para um portátil que tencionas manter quatro ou cinco anos.
Configurações e qual escolher
Todos os modelos Gen 11 partilham o Core Ultra 7 355, os 32 GB de memória e o OLED 2.8K. Fica por decidir o armazenamento (512 GB, 1 TB ou 2 TB) e a edição do Windows.
O armazenamento é a escolha a acertar, porque a ranhura única 2242 transforma qualquer mudança futura numa maçada de clonagem ou reinstalação. O modelo de 2 TB que analisei serve quem guarda uma biblioteca de fotografias, projetos de vídeo ou filmes descarregados. O de 1 TB é a escolha sensata para a maioria. O de 512 GB é difícil de recomendar num portátil feito para durar tanto.
O Windows 11 Home serve para uso pessoal. A edição profissional só se justifica se a tua empresa precisa de gestão do BitLocker, adesão a domínio ou políticas de grupo.
Vale a pena olhar para dois irmãos. O Yoga 7 2-in-1 14IPH11 assenta na mesma plataforma Panther Lake e junta um leitor microSD, com USB-A de 5 Gbps e HDMI até 4K a 60 Hz; é o convertível a considerar se dispensas os extras de topo de gama. O Yoga Slim 7 Ultra 14IPH11 tem uma bateria de 75 Wh num corpo convencional e faz mais sentido se nunca vais dobrar o ecrã para trás.

Veredicto
O Yoga 9i 2-in-1 Aura Edition (Gen 11) é a versão mais acabada de um desenho que a Lenovo afina há anos. O OLED está entre os melhores ecrãs de portátil deste tamanho, a barra de som rotativa continua a fazer os convertíveis rivais soarem finos, a caneta tem finalmente casa e uma função nova, e o teclado perdeu a coluna de atalhos que o estragava. A Panther Lake curou o fraco desempenho em multitarefa do Gen 10, e a bateria torna o carregador opcional na maioria dos dias.
A fatura chega na gráfica. A Xe3 de quatro núcleos é um passo atrás real em relação à Arc 140V, e numa máquina apontada a criadores isso não se ignora. Junta-lhe um ecrã muito refletor, memória soldada e uma única ranhura curta para SSD, e a lista de compromissos está completa. Estão todos à vista. Nenhum desfaz o que este portátil faz bem.
Escolhe-o se queres um único computador de 14 polegadas que sirva de portátil, de caderno de desenho e de ecrã de cinema, e se dás mais valor ao ecrã e a um dia inteiro de bateria do que à força gráfica. Passa à frente se editas vídeo com efeitos pesados na GPU, jogas com regularidade ou trabalhas todos os dias debaixo de luz forte de escritório; um portátil convencional com ecrã mate e uma gráfica maior serve-te melhor.